quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Maria Gadú Part. Luis Kiari - Quando Fui Chuva



Quando Fui Chuva ( Luis Kiari e Caio Soh )


Quando já não tinha espaço pequena fui
Onde a vida me cabia apertada
Em um canto qualquer acomodei
Minha dança os meus traços de chuva
E o que é estar em paz
Pra ser minha sem ser tua

Quando já não procurava mais
Pude enfim, nos olhos teus vestidos d'água
Me atirar tranqüila daqui
Lavar os degraus, os sonhos e as calçadas

E assim no teu corpo eu fui chuva
Jeito bom de se encontrar
E assim no teu gosto eu fui chuva
Jeito bom de se deixar viver

Nada do que eu fui me veste agora
Sou toda gota, que escorre livre pelo rosto
E só sossega quando encontra a tua boca

E mesmo que em ti me perca
Nunca mais serei aquela
Que se fez seca
Vendo a vida passar pela janela

Quando já não procurava mais
Pude enfim, nos olhos teus vestidos d'água
Me atirar tranquila daqui
Lavar os degraus, os sonhos e as calçadas

E assim no teu corpo eu fui chuva
Jeito bom de se encontrar
E assim no teu gosto eu fui chuva
Jeito bom de se deixar viver.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Reverências aos meus irrevetentes amigos!
Falo dos amigos de verdade, dos meus iguais, 
Daqueles com quem falei sacanagem,
teci bobagens, chorei meus erros,
Meus abondomos e alegrias.

Com eles filosofei, cantei, poetizei, bebi, vivi....

Não tão pouco gargalhei minhas insanidades, 
Mirei planos e apontei dedos em suas faces.

Mas são eles, sempres eles....

Esses que sabem bem enumerar meus defeitos e criticar minhas banalidades, eles que somam o melhor de tudo.
Eles que são verdadeiros,

 






 
Que são eternos e que permanecem.....








Homenagem à Beatriz

Tem no nome minha felicidade,
Filha de ventre alheio tem meu sobrenome pelo meio.

Espelho de meus erros, 
Descendência de minhas virtudes.

Com toda a sua infância sou Eu muito feliz,
Com toda delicadeza atende por felicidade 
Que em singela homenagem denominei Beatriz.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

"A saudade só é saudável
quando há certeza do retorno."

Excesso de mim

A alegria de ser eu,
de estar solta e ser louca.

A doação em excesso do que sou, 
a abundância de lágrimas que não contenho.

É tudo muito, 
Escassez de equilíbrio...

Busca de fuga,
De passos largos,
de saltar mais alto....

De muita essência,
Não vacinada do excesso nem injetada de meio-termo.
 Extensão da boemia, embebida em poesia......










quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Desejo que você, sendo jovem, 
não amadureça depressa demais,
e que sendo maduro, não insista em rejuvenecer
e que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e é preciso deixar que eles escorram por entre nós.

Victor Hugo
De amores que vem e vão,
Do riso solto na cara,
E o choro nem sempre vaza.
Vida...

Dos medos que geram trava,
Dos corpos que incitam tara,
E corações que batem em descompassos.
Consequências...

De tantos atos mal atados,
De desatos entrelaçados,
E os enlaces não laçados.
Atitude!
Atitude....