quinta-feira, 27 de março de 2014

E ainda que me perca em meio aos tolos, terei comigo minha poesia.

quarta-feira, 26 de junho de 2013


Essa poesia polida
que é minha e é latente,
Que é de mim pra tanta gente
E que me escorre...
Pelos olhos, pelos poros, pela língua, pelo peito.
Ela que me tira de mim e me remonta em vocábulos...
Rimados, estanques...

Me expõe em carne viva, me define em alma nua, traz às margens os medos de costume e as vontades veladas.

Fazer hereditário, impulsivo,
compulsivo,
que se esgota e recomeça.
Que enquanto obra aberta, literária e humana, nós não findamos nunca
.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Havia um tempo em que os desejos desprenderam-se de mim.
Foi um tormento, mas só um tempo em que eu não vivi.
Deu tudo errado, Eu era um erro, mas teve fim.
Deu tudo errado, era meu o erro, mas eu sorri.



Me molham os olhos teus olhos melados,
tuas curvas da boca
e o meu abraço vazio.
Quando fugistes abandonastes uma história,
foi quando repousei em reticências...
A vida que sempre me jogastes em teus braços
não falhou a cumprir seu fardo,
mas eu que incrédula me recolhi, só recebi de ti a recíproca em verdade.
E se fez mais uma fuga, nossa fuga, essa que é ato covarde.
Por hora, esperemos a vida cumprir seu fardo...



quinta-feira, 8 de março de 2012



Daniele Megliorini: Poetas são como loucos, transitam num mundo a parte: São artistas, são efêmeros e eternos....

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Maria Gadú Part. Luis Kiari - Quando Fui Chuva



Quando Fui Chuva ( Luis Kiari e Caio Soh )


Quando já não tinha espaço pequena fui
Onde a vida me cabia apertada
Em um canto qualquer acomodei
Minha dança os meus traços de chuva
E o que é estar em paz
Pra ser minha sem ser tua

Quando já não procurava mais
Pude enfim, nos olhos teus vestidos d'água
Me atirar tranqüila daqui
Lavar os degraus, os sonhos e as calçadas

E assim no teu corpo eu fui chuva
Jeito bom de se encontrar
E assim no teu gosto eu fui chuva
Jeito bom de se deixar viver

Nada do que eu fui me veste agora
Sou toda gota, que escorre livre pelo rosto
E só sossega quando encontra a tua boca

E mesmo que em ti me perca
Nunca mais serei aquela
Que se fez seca
Vendo a vida passar pela janela

Quando já não procurava mais
Pude enfim, nos olhos teus vestidos d'água
Me atirar tranquila daqui
Lavar os degraus, os sonhos e as calçadas

E assim no teu corpo eu fui chuva
Jeito bom de se encontrar
E assim no teu gosto eu fui chuva
Jeito bom de se deixar viver.